A cantora e atriz Virgínia Rosa, acompanhada pelo maestro e pianista Ogair Júnior, preparou para este show do #EmCasaComSesc um repertório em homenagem a compositoras e compositores de origem negra, muitos dos quais gravou em seus discos, que dão mostra da riqueza da música popular brasileira.
O repertório tem grandes letristas do samba, como Cartola (1908-80), Ataulfo Alves (1909-69) Dona Ivone Lara (1922-2018) e Clementina de Jesus (1901-1987). Compositores da Era do Rádio e do samba-canção, com suas letras de “dor de cotovelo”, como Lupicínio Rodrigues (1914-74). E nomes que marcaram a música brasileira nos últimos cinquenta anos, como Milton Nascimento, Luiz Melodia (1951-2017) e Chico César.
Bisneta de índia e filha de mineiros, Virgínia Rosa nasceu e cresceu em São Paulo em uma casa onde a música era tão presente quanto os membros da família. Nos anos 1980, começou a cantar como vocalista da banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção. Em meados da mesma década, tornou-se vocalista do grupo Mexe com Tudo, com o qual trabalhou por sete anos e excursionou para França e outros países da Europa.
No início da década de 1990, partiu para a carreira solo. Seu primeiro CD, “Batuque” (1997) – com canções de Itamar Assumpção, Luiz Gonzaga, Lenine e Chico Science – lhe valeu a indicação de cantora revelação no Prêmio Sharp.
Um de seus principais projetos é o “Virgínia Rosa Canta Clara”, em homenagem a Clara Nunes, lançado em 2004. Em 2006, lançou “Samba a Dois”, seu terceiro disco. Nele, cantou Cartola, Candeia e novos compositores como Luísa Maita e Tito Pinheiro. Como atriz, já atuou em musicais, como “Palavra de Mulher”, com Tânia Alves e Lucinha Lins, e, recentemente, na novela “Éramos Seis” (2019).